Festival Cine Deburu é uma iniciativa cultural que se consolida como uma das principais janelas de exibição do cinema afro-religioso no Distrito Federal. Pensado como uma tecnologia de salvaguarda da memória e combate ao apagamento histórico, o festival promove o acesso democrático à difusão audiovisual e fomenta o diálogo inter-religioso por meio da Sétima Arte.
O projeto atua na descentralização das narrativas hegemônicas, priorizando obras que trazem a epistemologia de terreiro e as vivências das religiões de matriz africana como eixos centrais de seus enredos.
A Consolidação na 2ª Edição
A segunda edição do festival foi um marco na construção de público e na ocupação de espaços comunitários. Para além da exibição cinematográfica, o evento funcionou como um polo de economia criativa e articulação social, integrando feiras de afroempreendedorismo (Olojá e Ajeum), apresentações musicais e debates. Essa edição provou a viabilidade e a demanda reprimida por espaços de fruição cultural que respeitem e celebrem a estética e a ética afro-brasileira.
O Salto Institucional da 3ª Edição (2026)
Em 2026, o Festival Cine Deburu atinge um novo patamar de incidência cultural ao ocupar o histórico Cine Brasília, equipamento de exibição mais importante da capital federal.
A escolha das datas de realização (20, 21 e 22 de março de 2026) obedece a um rigor curatorial e político. O dia 21 de março marca o Dia Nacional das Tradições de Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé (Lei 14.519/23). Realizar as sessões neste fim de semana reafirma o compromisso do festival com a valorização institucional dessas expressões.
A 3ª edição estrutura-se a partir de mostras de curtas-metragens (com duração de até 30 minutos) de todos os gêneros, finalizados entre 2023 e 2026, cujo requisito essencial é o vínculo temático inerente às matrizes africanas, não se limitando apenas à presença de elementos simbólicos ou estéticos esparsos.
Estrutura de Fomento
Esta realização materializa a efetividade de parcerias institucionais em prol dos direitos culturais. O evento é viabilizado por meio do Termo de Fomento (Processo nº 01420.101399/2025-23), firmado entre a Organização Religiosa Ilê Asé Eiyele Ogé e a Fundação Cultural Palmares, com chancela do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Para mais informações, acesse as redes do festival